segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Caravana pela vida

A caravana iniciada em Belo Horizonte no dia no dia 19 de agosto já chegou ao Rio Grande do Norte. Na região os integrantes continuarão o debate que tem sido promovido por todo o Brasil, com os governantes, entidades e movimentos sociais e estudantis. A caravana já foi recebida até agora pelo governador mineiro, Aécio Neves, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, pelo vice-presidente da República, José Alencar, além de reitores, estudantes e demais lideranças representativas.

O grupo alerta que a natureza da obra não resolverá os problemas da seca e ainda trará impactos ambientais, econômicos, políticos e sociais negativos. Alertam ainda que questões fundamentais, como uma verdadeira estratégia para o desenvolvimento sustentável do semi-árido brasileiro e a revitalização das bacias hidrográficas, são tratadas pelo Governo Federal como medidas compensatórias ou de cooptação e barganha.

Na passagem pelo estado do Rio de Janeiro, o jornalista Norbert Suchanek entrevistou Toinho Pescador (Antonio Gomes dos Santos). Ele é pescador artesanal, tem 75 anos e é Vice-Presidente da Federação dos Pescadores de Alagoas e membro titular do Comitê Hidrográfico do Rio São Francisco. É uma entrevista que vale a pena ser lida. Clique aqui para lê-la.

sábado, 25 de agosto de 2007

Convivência com o Semi-árido é tema de encontro

Trabalhadores rurais da comunidade Estado, do município de Porto da Folha, distante 194 km de Aracaju, participam nesse sábado e domingo, 25 e 26, do Encontro Familiar Sobre Água e Cidadania, promovido pela organização não-governamental Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC).

O CDJBC é uma Unidade Gestora Microrregional (UGM), do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido – Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), da Articulação do Semi-Árido (ASA). Durante o encontro, serão discutidas ações com a participação da comunidade que possam garantir água de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo humano e desenvolvimento de atividades produtivas realizadas por famílias de pequenos agricultores.

As famílias também vão discutir a implantação de ações voltadas para o exercício pleno da cidadania e do intercâmbio de experiências vivenciadas pelos trabalhadores/as rurais, com capacitação em cooperativismo e associativismo, e práticas ecológicas. No encontro, os participantes recebem orientações sobre a importância da construção de cisternas como um instrumento de inclusão social e melhoria habitacional para a população que mora no campo.

As discussões são realizadas com base na proposta de atuação do P1MC, que incentiva ações como o apoio a projetos comunitários, o fortalecimento das organizações comunitárias e a promoção da inclusão social de famílias de trabalhadores/as rurais através de ações de desenvolvimento integrado e sustentável.

Fonte: Jornal da Cidade

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Debate propõe aliança para combater desertificação do semi-árido

O processo de desertificação, que consiste na degradação de regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultante de fatores climáticos e da ação humana, atinge 44 milhões de habitantes do país – cerca de 18% da população que vive em nove estados do Nordeste e algumas cidades do norte de Minas Gerais e do noroeste do Espírito Santo, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Em Fortaleza, realiza-se o 1º Seminário Nacional sobre o Combate à Desertificação que debate ações e planeja iniciativas para evitar a degradação e o empobrecimento do solo, o que tornaria a região desértica e inapropriada para a vida nos próximos anos. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), aponta que o semi-árido tende a ficar muito mais quente e seco com as mudanças no clima.

O coordenador do Programa Nacional de Combate à Desertificação (PAN Brasil) do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto de Lima, convidou a sociedade para “fortalecer o programa” e ajudar a “institucionalizar o tema dentro do governo”.

Paulo Pedro de Carvalho, representante da organização não-governamental Articulação do Semi-Árido (ASA), declarou: “Sabemos que a desertificação é tratada com menos importância até dentro do ministério. E nos comprometemos com Lima em ajudar a chamar a atenção do governo para a questão e a somar, para ampliar nosso programa”.

A ASA reúne mais de 700 organizações não-governamentais e realiza programas como o de construção de cisternas e técnicas de captação de água de chuva para o consumo e para a agricultura ou pecuária. Também oferece palestras para explicar a importância de não desmatar a vegetação natural e de economizar água. “O homem deve fazer como a própria caatinga: armazenar a água no período de chuva, que é curto, e administrar o recurso no período de estiagem, limitando o consumo", acrescentou Carvalho.

Caravana contra a transposição

Um grupo de especialistas e representantes de movimentos sociais percorrerá 11 capitais brasileiras contra a transposição do Rio São Francisco. A Caravana Nacional em Defesa do Rio São Francisco e do Semi-árido, Contra a Transposição, conforme foi batizada, terá início em duas semanas, e será feita por 12 pessoas. O grupo irá mobilizar a sociedade civil, políticos e estudantes para manifestações em cada cidade que estiver.

A caravana estará na próxima quarta-feira (22) em Brasília, onde haverá uma reunião com a Ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e com Arlindo Chinaglia (PT–SP), presidente da Câmara. De acordo com Para ele, o desenvolvimento do país em obras de infra-estrutura não vai trazer benefício direto à população e sim a grandes empresas. “O nosso interesse é que o governo federal discuta e que o Brasil saia dessa situação. É preciso buscar uma solução efetiva para o semi-árido, pois está tudo parado”, disse.

Para ele, o desenvolvimento do país em obras de infra-estrutura não vai trazer benefício direto à população e sim a grandes empresas. “O nosso interesse é que o governo federal discuta e que o Brasil saia dessa situação. É preciso buscar uma solução efetiva para o semi-árido, pois está tudo parado”, disse.

No ano de 2006 o frei Dom Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra, na Bahia fez greve de fome de 10 dias para chamar atenção das autoridades políticas e da sociedade contra a transposição. Segundo o representante da caravana, atitudes como essa fazem com que o governo abra espaço e discuta com a sociedade alternativas para o semi-árido que não seja a transposição do rio.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mudança climática pode provocar fome em países pobres, diz FAO

As secas e inundações provocadas pelas mudanças climáticas devem reduzir a produção de alimentos e aumentar a fome nos países em desenvolvimento, disse na terça-feira a FAO, órgão da ONU para alimentação e agricultura.

Mesmo pequenas elevações das temperaturas já podem provocar um declínio das safras e aumentar o risco de fome nas baixas latitudes, especialmente em áreas tropicais com estações secas, disse Jacques Diouf, diretor-geral da FAO.

"A agricultura alimentada pelas chuvas em áreas marginais de regiões semi-áridas e sub-úmidas estão majoritariamente sob risco", disse Diouf em declaração divulgada após uma conferência na Índia.

"A Índia pode perder 125 milhões de toneladas de produção de cereais alimentada pelas chuvas -- o equivalente a 18 por cento da sua produção total", disse ele.

A mudança climática já atingiu áreas florestais e suas populações, na forma de incêndios, pestes florestais e doenças, segundo a FAO. (Por Svetlana Kovalyova/Fonte: Reuters)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Epidemia de AIDS no Semi-árido brasileiro

Os poucos e raros indicadores disponíveis sobre a epidemia são motivos de preocupação. Atualmente, a taxa nacional da transmissão vertical, aquela que ocorre da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, é de aproximadamente 8%. Na região Nordeste (onde está a maioria dos municípios do Semi-árido), essa incidência é especialmente alta, chegando a 15%.

Segundo o relatório publicado pelo UNICEF Situação da Infância Brasileira 2006, menos da metade das gestantes do Nordeste realizaram testes para saber seu estado sorológico, em 2004. A disparidade é tamanha que, enquanto 63% das gestantes brasileiras têm conhecimento do seu estado sorológico antes do parto, no Nordeste, esse número chega a apenas 31%. Segundo um outro estudo, realizado pelo UNICEF e parceiros, no Ceará, 50 municípios sequer oferecem testagem de HIV a suas gestantes. Essa realidade repete-se em vários outros estados da região.

Vale ressaltar que a maioria dos casos de transmissão vertical do HIV pode e deve ser evitada. Para isso, a implementação de políticas públicas de saúde materna e infantil precisa garantir atendimento pré-natal de qualidade a todas as mulheres e seus bebês. O pré-natal deve, então, oferecer além de acompanhamento médico, orientação nutricional, preparação para o aleitamento materno, a identificação do status sorológico da futura mãe, desde o início da gestação. (Fone: Unicef)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Desnutrição no semi-árido mineiro chega a 5%

O índice de desnutrição da região do semi-árido mineiro chegou a 5% neste ano, igualando-se aos patamares do restante do Estado, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Em 1996, o índice de desnutrição na região era de 17,9% e já tinha caído para 5,3%, em 2005. Agora, a desnutrição se igualou aos índices registrados nas demais áreas do Estado. A taxa de sobrepeso subiu de 2%, de acordo com dados relativos a 2004, para 3,5%, em 2007, no Norte e Nordeste, onde está localizada a região semi-árida, mas ainda se encontra abaixo dos patamares de 5% do restante do Estado.

Em relação aos índices de desnutrição, Minas ocupa a segunda melhor posição entre os Estados com municípios na região da seca, perdendo apenas para a Paraíba.

(Fonte: Agência Estado)