terça-feira, 11 de setembro de 2007

Seca deixa 64 cidades mineiras em estado de emergência

Já são 64 as cidades que decretaram situação de emergência em Minas Gerais devido à seca que atinge o Estado. As regiões mais afetadas são o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde não chove há mais de quatro meses.

A situação é pior na zona rural, onde os pequenos rios secaram e a maior parte das famílias sobrevive da agricultura de subsistência. Com as pastagens e plantações destruídas pelo sol forte e constante, necessitam urgentemente da solidariedade de comunidades próximas e também da assistência do governo do Estado.

O cenário é desolador. Pequenos rios e córregos secaram totalmente. Quem passa pelas pontes das regiões afetadas só vê terra, poeira e a pastagem rasteira amarelada queimada pelo sol. Bois são obrigados a matar a sede em pequenos poços de água barrenta, a mesma que muitas famílias são obrigadas a consumir.

A Defesa Civil Estadual informou que já está enviando, desde o início do período de seca, cerca de 100 cestas básicas por mês para cada município, número que pode variar de acordo o número de habitantes de cada cidade. "Também estamos realizando reuniões nas cidades atingidas para orientar as autoridades a fazer corretamente o documento de avaliação de danos, o que comprova a situação de emergência", explicou o capitão Edylan Arruda, coordenador de comunicação da Defesa Civil.

O governo do Estado de Minas Gerais liberou R$ 2,2 milhões para a contratação de caminhões-pipa, que irão abastecer as mil cisternas entregues para 170 municípios no ano passado. "Essas cisternas têm capacidade para 8 mil litros de água cada uma e foram entregues para as cidades que constantemente são afetadas durante o período de seca", comentou Arruda.

Ainda segundo o coordenador da Defesa Civil, o órgão também já entregou um estudo para o governo federal no qual relata a situação precária em que se encontra o norte de Minas. Cinco cidades já tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal e devem começar a receber caminhões-pipa do Exército.

O problema só não é maior por causa do trabalho de prevenção realizado em algumas regiões, como em Montes Claros, onde representantes locais construíram pequenas barragens nas áreas rurais. Eles cavaram buracos que armazenam a água da chuva e deixam o solo mais úmido. "Assim, conseguiram reter a água para utilização e aumentar a produtividade do solo nos períodos de seca", comentou Cap. Edylan. (Fonte: Terra)

domingo, 9 de setembro de 2007

Programa (P1MC) garante fornecimento de água no Semi-Árido

Em quatro anos de atuação no Semi-Árido, o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC) já capacitou mais de 207 mil famílias em Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH) e 3.592 jovens em confecção de bombas manuais. Quase um milhão de pessoas estão envolvidas no desenvolvimento das atividades, desde a mobilização das famílias até a construção do reservatório.

No Ceará, cerca de 600 jovens foram capacitados em confecção de bombas manuais e 28 mil pessoas capacitadas sobre Gerenciamento de Recursos Hídricos, Cidadania e Convivência com o Semi-Árido. Em todo o País, mais de 424 mil crianças e adolescentes já foram beneficiadas com o projeto. No Estado, este número chega a ser superior a 52 mil crianças e adolescentes com idade de 0 a 18 anos. No total, foram construídas 206.182 cisternas de placa, de acordo com a Articulação do Semi-Árido (ASA Brasil). No Ceará, este número é de 27 mil construídas e 300 iniciadas.

A água da cisterna serve para beber, cozinhar e fazer higiene bucal. Se a água for utilizada corretamente, pode durar até oito meses, tendo cada reservatório a capacidade de armazenar 16 mil litros de água. O P1MC pretende promover uma convivência sustentável com o ecossistema do Semi-Árido e melhorar a qualidade de vida das pessoas daquela região. O objetivo geral da mobilização em torno das cisternas é reduzir a mortalidade infantil, combater o analfabetismo, aumentar a renda familiar, organizar as comunidades e frear o êxodo rural.

Além de ser uma ótima maneira de manter o abastecimento das famílias atingidas pela seca. Com as cisternas, moradores garantem água o ano todo, principalmente para as utilidades do lar, higiene pessoal e cozinhar os alimentos.

Clima deslocará 200 milhões de pessoas nos próximos 30 anos

Nos próximos 30 anos, a mudança climática fará com que até 200 milhões de pessoas sejam forçadas a deixar o local onde vivem. A previsão é da organização ambiental Ecologistas em Ação, e foi feita nessa sexta-feira. Segundo a ONG, até 2020, os processos de desertificação expulsarão de suas casas 135 milhões de pessoas - 60 milhões delas só na África.

O alerta foi feito durante um evento paralelo à Cúpula contra a Desertificação, que se realiza na capital espanhola. Para a ONG, é preciso "revisar urgentemente o conceito jurídico de refugiado para poder ampliá-lo a novas realidades sociais".

"A regulamentação do chamado 'refugiado ambiental' é imprescindível para preencher uma lacuna jurídica e proporcionar proteção jurídica ao número cada vez maior de pessoas deslocadas por razões ambientais."

A discussão sobre os chamados refugiados ambientais ocorre dentro da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que hoje define como refugiados somente aqueles que são forçadas a deixar suas casas por causa de distúrbios políticos ou sociais.

Para a entidade, governos e empresas devem conter a exploração indiscriminada de recursos naturais dos países pobres, que gerariam a perda de florestas, a degradação dos bosques nativos e a mudança no curso dos rios.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Seca verde

Transposta a fase das chuvas, entre fevereiro e maio, este ano bem abaixo da média histórica, o Polígono das Secas enfrenta mais um período de estiagem, com o pasto para os animais em extinção e o esgotamento dos cursos d´água. As chuvas foram poucas e mal distribuídas no tempo e no espaço, caracterizando a chamada seca verde.

Em face da repetição desse fenômeno cíclico, quando a escassez de água se instala, já são 300 Municípios em situação de emergência. A estiagem afeta, especialmente, o Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia. Em breve, alcançará Alagoas e Sergipe, fechando a área suscetível às estiagens.

O Polígono das Secas compreende 1.663.200 quilômetros quadrados, abrigando uma populacão de 24 milhões de pessoas. Dessas, 14 milhões estão habitando comunidades urbanas e 10 milhões, as áreas rurais. O quadro se agrava porque neste último contingente há 9 milhões vivendo abaixo da linha da pobreza.

Em verdadeiro paradoxo, no semi-árido nordestino o Dnocs dispõe de 320 açudes, com mais de 30 bilhões de metros cúbicos de água acumulados, a cada estação regular das chuvas, servindo mais para a evapo-transpiração de 2.500 milímetros. A açudagem, como solução para as secas, esbarrou nesse fenômeno paralelo, até hoje sem solução capaz de atenuar seus graves efeitos.

Teoricamente, cada açude público deveria ser uma “ilha” de prosperidade em razão de suas finalidades como fator de aglutinação da população do seu entorno, da água abundante para a agricultura irrigada, do criatório de peixe, suprindo os habitantes de um dos alimentos mais carentes em sua mesa, e da comercialização de frutas e verduras. No entanto, as obras complementares para a utilização ideal desses reservatórios foram sempre as primeiras vítimas dos cortes bruscos nos orçamentos públicos, imobilizando gestores, técnicos e as pessoas carentes desses benefícios.

Temporada de queimadas traz problemas respiratórios

Como consequência de um período de seca fora do comum, o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mais de 17 mil pontos de queimadas nas últimas 24 horas em todas as regiões do Brasil.
O fogo avança com força pela vegetação seca. Uma mulher tenta sozinha conter as chamas que ameaçam a casa onde mora. "É horrível, não tenho palavras. Você vê tudo queimando".

As queimadas se espalham por toda área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Quatro mil hectares já foram destruídos. Em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá, os alunos da Universidade Federal tiveram que deixar às pressas a sala de aula.

Além de Mato Grosso, outros seis estados apresentam um quadro crítico de queimadas. “Se as atuais condições de umidade muito baixa, falta de precipitação, temperaturas altas permanecer, então nós estamos caminhando para uma situação realmente grave a exemplo de outros anos”, diz Alberto Setzer, pesquisador do Inpe.
A fumaça que cobre as cidades não é a única preocupação. Em Cuiabá, não chove há quase dois meses e a umidade relativa do ar chegou a 12% nesta semana, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O clima, considerado de deserto, multiplica os problemas respiratórios. Nos hospitais, o movimento dobrou. “Aumenta o índice de pneumonia, de infecções pulmonares, muita tosse, tudo devido à umidade do ar estar alterada”, afirma o clínico geral Juatel Becker.

Seca deixa 84 municípios baianos em estado de emergência

A seca já deixa 84 municípios do Estado da Bahia em situação de emergência, segundo dados da Defesa Civil do Estado. Equipes estão na maioria dos municípios orientando as Coordenações de Defesa civil para facilitar o envio da documentação necessária para que a decretação de emergência seja homologada rapidamente pelo governo estadual e reconhecido pelo governo federal.

Dona Ernestina Maria de Jesus, aposentada, tem 73 anos e sempre viveu no distrito do Salitre, região de Juazeiro. Vivendo em sua pequena casa de taipa no meio de um sertão que sofre sem chuva, sobrevive à espera das chuvas, ou melhor, nas palavras dela do "milagre de Deus".

Sem cisterna, com apenas dois reservatórios de plástico que ficam do lado de fora da casa, "se chovesse seria tudo melhor, mas a minha sorte é que ainda posso contar coma ajuda de um vizinho que tem uma cisterna", relata a aposentada. O vizinho a que se refere é Antônio Ferreira um agricultor aposentado de 78 anos que mora com a esposa Francisca dos Santos de 63 anos e que vivem na mesma casa há 47 anos. Eles moram a pouco mais de cem metros da casa de dona Ernestina e ajudam alguns moradores quando eles ficam sem água. (Fonte: Estadão Online)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Caravana pela vida

A caravana iniciada em Belo Horizonte no dia no dia 19 de agosto já chegou ao Rio Grande do Norte. Na região os integrantes continuarão o debate que tem sido promovido por todo o Brasil, com os governantes, entidades e movimentos sociais e estudantis. A caravana já foi recebida até agora pelo governador mineiro, Aécio Neves, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, pelo vice-presidente da República, José Alencar, além de reitores, estudantes e demais lideranças representativas.

O grupo alerta que a natureza da obra não resolverá os problemas da seca e ainda trará impactos ambientais, econômicos, políticos e sociais negativos. Alertam ainda que questões fundamentais, como uma verdadeira estratégia para o desenvolvimento sustentável do semi-árido brasileiro e a revitalização das bacias hidrográficas, são tratadas pelo Governo Federal como medidas compensatórias ou de cooptação e barganha.

Na passagem pelo estado do Rio de Janeiro, o jornalista Norbert Suchanek entrevistou Toinho Pescador (Antonio Gomes dos Santos). Ele é pescador artesanal, tem 75 anos e é Vice-Presidente da Federação dos Pescadores de Alagoas e membro titular do Comitê Hidrográfico do Rio São Francisco. É uma entrevista que vale a pena ser lida. Clique aqui para lê-la.

sábado, 25 de agosto de 2007

Convivência com o Semi-árido é tema de encontro

Trabalhadores rurais da comunidade Estado, do município de Porto da Folha, distante 194 km de Aracaju, participam nesse sábado e domingo, 25 e 26, do Encontro Familiar Sobre Água e Cidadania, promovido pela organização não-governamental Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC).

O CDJBC é uma Unidade Gestora Microrregional (UGM), do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido – Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), da Articulação do Semi-Árido (ASA). Durante o encontro, serão discutidas ações com a participação da comunidade que possam garantir água de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo humano e desenvolvimento de atividades produtivas realizadas por famílias de pequenos agricultores.

As famílias também vão discutir a implantação de ações voltadas para o exercício pleno da cidadania e do intercâmbio de experiências vivenciadas pelos trabalhadores/as rurais, com capacitação em cooperativismo e associativismo, e práticas ecológicas. No encontro, os participantes recebem orientações sobre a importância da construção de cisternas como um instrumento de inclusão social e melhoria habitacional para a população que mora no campo.

As discussões são realizadas com base na proposta de atuação do P1MC, que incentiva ações como o apoio a projetos comunitários, o fortalecimento das organizações comunitárias e a promoção da inclusão social de famílias de trabalhadores/as rurais através de ações de desenvolvimento integrado e sustentável.

Fonte: Jornal da Cidade

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Debate propõe aliança para combater desertificação do semi-árido

O processo de desertificação, que consiste na degradação de regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultante de fatores climáticos e da ação humana, atinge 44 milhões de habitantes do país – cerca de 18% da população que vive em nove estados do Nordeste e algumas cidades do norte de Minas Gerais e do noroeste do Espírito Santo, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Em Fortaleza, realiza-se o 1º Seminário Nacional sobre o Combate à Desertificação que debate ações e planeja iniciativas para evitar a degradação e o empobrecimento do solo, o que tornaria a região desértica e inapropriada para a vida nos próximos anos. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), aponta que o semi-árido tende a ficar muito mais quente e seco com as mudanças no clima.

O coordenador do Programa Nacional de Combate à Desertificação (PAN Brasil) do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto de Lima, convidou a sociedade para “fortalecer o programa” e ajudar a “institucionalizar o tema dentro do governo”.

Paulo Pedro de Carvalho, representante da organização não-governamental Articulação do Semi-Árido (ASA), declarou: “Sabemos que a desertificação é tratada com menos importância até dentro do ministério. E nos comprometemos com Lima em ajudar a chamar a atenção do governo para a questão e a somar, para ampliar nosso programa”.

A ASA reúne mais de 700 organizações não-governamentais e realiza programas como o de construção de cisternas e técnicas de captação de água de chuva para o consumo e para a agricultura ou pecuária. Também oferece palestras para explicar a importância de não desmatar a vegetação natural e de economizar água. “O homem deve fazer como a própria caatinga: armazenar a água no período de chuva, que é curto, e administrar o recurso no período de estiagem, limitando o consumo", acrescentou Carvalho.

Caravana contra a transposição

Um grupo de especialistas e representantes de movimentos sociais percorrerá 11 capitais brasileiras contra a transposição do Rio São Francisco. A Caravana Nacional em Defesa do Rio São Francisco e do Semi-árido, Contra a Transposição, conforme foi batizada, terá início em duas semanas, e será feita por 12 pessoas. O grupo irá mobilizar a sociedade civil, políticos e estudantes para manifestações em cada cidade que estiver.

A caravana estará na próxima quarta-feira (22) em Brasília, onde haverá uma reunião com a Ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e com Arlindo Chinaglia (PT–SP), presidente da Câmara. De acordo com Para ele, o desenvolvimento do país em obras de infra-estrutura não vai trazer benefício direto à população e sim a grandes empresas. “O nosso interesse é que o governo federal discuta e que o Brasil saia dessa situação. É preciso buscar uma solução efetiva para o semi-árido, pois está tudo parado”, disse.

Para ele, o desenvolvimento do país em obras de infra-estrutura não vai trazer benefício direto à população e sim a grandes empresas. “O nosso interesse é que o governo federal discuta e que o Brasil saia dessa situação. É preciso buscar uma solução efetiva para o semi-árido, pois está tudo parado”, disse.

No ano de 2006 o frei Dom Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra, na Bahia fez greve de fome de 10 dias para chamar atenção das autoridades políticas e da sociedade contra a transposição. Segundo o representante da caravana, atitudes como essa fazem com que o governo abra espaço e discuta com a sociedade alternativas para o semi-árido que não seja a transposição do rio.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mudança climática pode provocar fome em países pobres, diz FAO

As secas e inundações provocadas pelas mudanças climáticas devem reduzir a produção de alimentos e aumentar a fome nos países em desenvolvimento, disse na terça-feira a FAO, órgão da ONU para alimentação e agricultura.

Mesmo pequenas elevações das temperaturas já podem provocar um declínio das safras e aumentar o risco de fome nas baixas latitudes, especialmente em áreas tropicais com estações secas, disse Jacques Diouf, diretor-geral da FAO.

"A agricultura alimentada pelas chuvas em áreas marginais de regiões semi-áridas e sub-úmidas estão majoritariamente sob risco", disse Diouf em declaração divulgada após uma conferência na Índia.

"A Índia pode perder 125 milhões de toneladas de produção de cereais alimentada pelas chuvas -- o equivalente a 18 por cento da sua produção total", disse ele.

A mudança climática já atingiu áreas florestais e suas populações, na forma de incêndios, pestes florestais e doenças, segundo a FAO. (Por Svetlana Kovalyova/Fonte: Reuters)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Epidemia de AIDS no Semi-árido brasileiro

Os poucos e raros indicadores disponíveis sobre a epidemia são motivos de preocupação. Atualmente, a taxa nacional da transmissão vertical, aquela que ocorre da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, é de aproximadamente 8%. Na região Nordeste (onde está a maioria dos municípios do Semi-árido), essa incidência é especialmente alta, chegando a 15%.

Segundo o relatório publicado pelo UNICEF Situação da Infância Brasileira 2006, menos da metade das gestantes do Nordeste realizaram testes para saber seu estado sorológico, em 2004. A disparidade é tamanha que, enquanto 63% das gestantes brasileiras têm conhecimento do seu estado sorológico antes do parto, no Nordeste, esse número chega a apenas 31%. Segundo um outro estudo, realizado pelo UNICEF e parceiros, no Ceará, 50 municípios sequer oferecem testagem de HIV a suas gestantes. Essa realidade repete-se em vários outros estados da região.

Vale ressaltar que a maioria dos casos de transmissão vertical do HIV pode e deve ser evitada. Para isso, a implementação de políticas públicas de saúde materna e infantil precisa garantir atendimento pré-natal de qualidade a todas as mulheres e seus bebês. O pré-natal deve, então, oferecer além de acompanhamento médico, orientação nutricional, preparação para o aleitamento materno, a identificação do status sorológico da futura mãe, desde o início da gestação. (Fone: Unicef)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Desnutrição no semi-árido mineiro chega a 5%

O índice de desnutrição da região do semi-árido mineiro chegou a 5% neste ano, igualando-se aos patamares do restante do Estado, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Em 1996, o índice de desnutrição na região era de 17,9% e já tinha caído para 5,3%, em 2005. Agora, a desnutrição se igualou aos índices registrados nas demais áreas do Estado. A taxa de sobrepeso subiu de 2%, de acordo com dados relativos a 2004, para 3,5%, em 2007, no Norte e Nordeste, onde está localizada a região semi-árida, mas ainda se encontra abaixo dos patamares de 5% do restante do Estado.

Em relação aos índices de desnutrição, Minas ocupa a segunda melhor posição entre os Estados com municípios na região da seca, perdendo apenas para a Paraíba.

(Fonte: Agência Estado)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Famílias atingidas pela seca receberão cisternas em Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais construirá 4.500 cisternas para captação de água da chuva em municípios das regiões do Vale do Jequitinhonha, Mucuri e no norte do Estados, atingidos pela seca. Ao todo, 54 cidades receberão o sistema.

As famílias atingidas, praticamente todas da zona rural do semi-árido mineiro, estão sendo cadastradas e um programa de capacitação de cisterneiros está sendo realizado. O treinamento tem como objetivo difundir a tecnologia de construção das cisternas, que têm capacidade para 16 mil litros e permitem a uma família média - seis pessoas - utilizar o produto por um período de três a quatro meses.

De acordo com o governo do Estado, a produção das cisternas é simples e pode ser feita pelos próprios moradores. O método de construção é conserva melhor a temperatura da água e evita a evaporação. A vedação das cisternas não permite a entrada de animais e insetos. (Folha Online)