O cenário é desolador. Pequenos rios e córregos secaram totalmente. Quem passa pelas pontes das regiões afetadas só vê terra, poeira e a pastagem rasteira amarelada queimada pelo sol. Bois são obrigados a matar a sede em pequenos poços de água barrenta, a mesma que muitas famílias são obrigadas a consumir.
A Defesa Civil Estadual informou que já está enviando, desde o início do período de seca, cerca de 100 cestas básicas por mês para cada município, número que pode variar de acordo o número de habitantes de cada cidade. "Também estamos realizando reuniões nas cidades atingidas para orientar as autoridades a fazer corretamente o documento de avaliação de danos, o que comprova a situação de emergência", explicou o capitão Edylan Arruda, coordenador de comunicação da Defesa Civil.
O governo do Estado de Minas Gerais liberou R$ 2,2 milhões para a contratação de caminhões-pipa, que irão abastecer as mil cisternas entregues para 170 municípios no ano passado. "Essas cisternas têm capacidade para 8 mil litros de água cada uma e foram entregues para as cidades que constantemente são afetadas durante o período de seca", comentou Arruda.
Ainda segundo o coordenador da Defesa Civil, o órgão também já entregou um estudo para o governo federal no qual relata a situação precária em que se encontra o norte de Minas. Cinco cidades já tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal e devem começar a receber caminhões-pipa do Exército.
O problema só não é maior por causa do trabalho de prevenção realizado em algumas regiões, como em Montes Claros, onde representantes locais construíram pequenas barragens nas áreas rurais. Eles cavaram buracos que armazenam a água da chuva e deixam o solo mais úmido. "Assim, conseguiram reter a água para utilização e aumentar a produtividade do solo nos períodos de seca", comentou Cap. Edylan. (Fonte: Terra)