Os poucos e raros indicadores disponíveis sobre a epidemia são motivos de preocupação. Atualmente, a taxa nacional da transmissão vertical, aquela que ocorre da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, é de aproximadamente 8%. Na região Nordeste (onde está a maioria dos municípios do Semi-árido), essa incidência é especialmente alta, chegando a 15%.
Segundo o relatório publicado pelo UNICEF Situação da Infância Brasileira 2006, menos da metade das gestantes do Nordeste realizaram testes para saber seu estado sorológico, em 2004. A disparidade é tamanha que, enquanto 63% das gestantes brasileiras têm conhecimento do seu estado sorológico antes do parto, no Nordeste, esse número chega a apenas 31%. Segundo um outro estudo, realizado pelo UNICEF e parceiros, no Ceará, 50 municípios sequer oferecem testagem de HIV a suas gestantes. Essa realidade repete-se em vários outros estados da região.
Vale ressaltar que a maioria dos casos de transmissão vertical do HIV pode e deve ser evitada. Para isso, a implementação de políticas públicas de saúde materna e infantil precisa garantir atendimento pré-natal de qualidade a todas as mulheres e seus bebês. O pré-natal deve, então, oferecer além de acompanhamento médico, orientação nutricional, preparação para o aleitamento materno, a identificação do status sorológico da futura mãe, desde o início da gestação. (Fone: Unicef)
terça-feira, 7 de agosto de 2007
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