quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Temporada de queimadas traz problemas respiratórios

Como consequência de um período de seca fora do comum, o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mais de 17 mil pontos de queimadas nas últimas 24 horas em todas as regiões do Brasil.
O fogo avança com força pela vegetação seca. Uma mulher tenta sozinha conter as chamas que ameaçam a casa onde mora. "É horrível, não tenho palavras. Você vê tudo queimando".

As queimadas se espalham por toda área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Quatro mil hectares já foram destruídos. Em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá, os alunos da Universidade Federal tiveram que deixar às pressas a sala de aula.

Além de Mato Grosso, outros seis estados apresentam um quadro crítico de queimadas. “Se as atuais condições de umidade muito baixa, falta de precipitação, temperaturas altas permanecer, então nós estamos caminhando para uma situação realmente grave a exemplo de outros anos”, diz Alberto Setzer, pesquisador do Inpe.
A fumaça que cobre as cidades não é a única preocupação. Em Cuiabá, não chove há quase dois meses e a umidade relativa do ar chegou a 12% nesta semana, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O clima, considerado de deserto, multiplica os problemas respiratórios. Nos hospitais, o movimento dobrou. “Aumenta o índice de pneumonia, de infecções pulmonares, muita tosse, tudo devido à umidade do ar estar alterada”, afirma o clínico geral Juatel Becker.

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